Quarta-feira, 6 de Abril de 2016

«A mentira»

in email anónimo, circulando:

 

É UM POUCO EXTENSO, MAS VALE A PENA LER. É ESTA A REALIDADE EM QUE
VIVEMOS. ESTÁ BRILHANTEMENTE REDIGIDO.


Não podia ser mais verdade!!!
Bem-haja a quem não tem medo de ver e muito menos de dizer a verdade.


Leiam este texto escrito por um professor de filosofia que escreve semanalmente
para o jornal O Torrejano.
Tudo o que ele diz, é tristemente verdadeiro.


O atestado médico por José Ricardo Costa


Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer
uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica
preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente,
pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta. Ora esta coisa de um professor ficar
com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é:
como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no
elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a
camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa
com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico
será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua
ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação
deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de
Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre
Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser
explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos
que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da
TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O
presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que
ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.
O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador
apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do
elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em
certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados
ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias
vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito
engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para
sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o
'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras
ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade.
Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso
Henriques, que Deus me perdoe.
A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que
ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas
razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu,
num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá
levar a mal.
Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não
fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu
sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei
que ela sabe que eu sei.
Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim
seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro,
mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de
três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que
aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e
culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos
malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza.
Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas
modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por
limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas
horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o
mundo.
Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no
elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que
comece a vomitar sobre si próprio.
-----------------------------------------
URGE MUDAR ESTE ESTADO DE COISAS.
ESTÁ NA SUA MÃO, NA MINHA E DAQUELES A QUEM A MENSAGEM CHEGAR!

publicado por raiodemundo às 21:12
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Segunda-feira, 21 de Março de 2016

Elite quer viver como se estivesse num país de primeiro nível

Elite quer viver como se estivesse num país de primeiro nível, a falta de bom senso, e noção da realidade portuguesa.

de um email anónimo, não sei quanto tempo circula, se as informações ainda estão actuais, mas não deve estar longe da realidade:

 

Há muito parolo que se escandaliza por se querer aumentar o salário mínimo de 505€ para 530€.
Então escandalize-se a seguir.

 

E ASSIM VAI O MUNDO…..GANHAM BEM E ARRUINAM AS EMPRESAS COM ESTES SALÁRIOS.

É realmente escandaloso...!

 

Só divulgo para concluírem livremente, o que é óbvio!

 

Pedir mais austeridade com estes exemplos... é no mínimo, escabroso....

 

1º Exemplo
-   Presidente dos EUA recebe por ano $400.000,00                 (291.290,417 Euros);
-   O Presidente da TAP recebeu, em 2009,                                624.422,21 Euros;
-   O Vice-Presidente dos EUA recebe por ano $ 208.000,00   (151.471,017 Euros);
-   Um Vogal do Conselho de Administração da TAP recebeu 483.568,00 Euros;
-   O Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada português.
 
2º Exemplo
-  A Chanceler Ângela Merkel r ecebe cerca de                  220.000,00 Euros por ano;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu         560.012,80 Euros;
- O Vice-Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 558.891,00 Euros;
- O Presidente da Caixa Geral de Depósitos ganha por mês 50 anos de salário médio de cada português.
 

3º Exemplo
-  O Primeiro-Ministro Passos Coelhos recebe cerca de       100.000,00 Euros por ano;
- O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS recebeu 249.896,78 Euros;
- O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português.
 

4º Exemplo
- O Presidente da República recebe cerca de             140.000,00 Euros por ano;
- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal recebeu 205.814,00 Euros;
- O Presidente do Conselho de Administração da Águas de Portugal ganha por mês 18,4 anos de salário médio de cada português;
 

5º Exemplo
-  O Presidente francês recebe cerca de                       250.000,00 Euros por ano;
- O Presidente de Administração dos CTT - Correios de Portugal, S.A. recebeu 336.662,59 Euros;
- O Presidente de Administração dos CTT Correios de Portugal, S.A. ganha por mês 30 anos de salário médio de cada português.
 

6º Exemplo
-  O Primeiro-Ministro David Cameron recebe cerca de         250.000,00 Euros por ano;
-  O Presidente do Conselho de Administração da RTP recebeu 254.314,00 Euros

 

Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.

 

O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!

 

É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTANEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS.

 

ISTO É ABOMINÁVEL!!!

 

ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS E NÃO AS QUE O GOVERNO FALA.

 

Faz o que te compete: divulga.

 

publicado por raiodemundo às 16:09
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2014

Quem quereis...

anónima, mas merece aqui reproduzir:

 

 

 

DÁ QUE PENSAR...MAS É CURTINHA!


Cruzei-me há pouco com um colega na rua e parámos a comentar os recentes acontecimentos. Dizia-me ele que já não acreditava em qualquer solução democrática. Perante essa desilusão , perguntei-lhe porquê e a resposta deixou-me a meditar:

-Porque a primeira consulta democrática de que há memória foi a de Pôncio Pilatos ao povo: "quem quereis que vos solte, Cristo ou Barrabás?"

E o povo escolheu o ladrão...

 

 

 

Sim... o povo, em Portugal, prefere sempre os ladrões: anda há mais de 40 anos a votar neles.

publicado por raiodemundo às 23:51
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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013

Reflexão do dia

circulando por email anónimo:

 

como hoje termina mais uma campanha eleitoral aí vai...

 

 

Recebi este breve raciocínio:


 - O ladrão comum rouba: dinheiro, relógio, corrente, carteira de automóveis  e/ou telemóvel.

 - Estes governantes roubam: felicidade, saúde, habitação, educação, pensões  e/ou trabalho.

 - O primeiro ladrão... escolhe - te!        

 -  O segundo ladrão... foi escolhido por ti!

 

    Agora vai votar e escolhe com inteligência

publicado por raiodemundo às 10:49
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Segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

Não devia ser legal

Os contratos de swaps das empresas do estado com o Banco Santander Totta estão escritos sob o direito britânico, isto é ridículo, se o banco é uma empresa de direito português ( mesmo que o proprietário seja espanhol ) e as do estado também são portuguesas, então não existe razão para se fazer contratos com leis estrangeiras; entre duas sociedades nacionais devia sempre ser obrigatório a lei portuguesa.

E estamos na presença de um banco que não quer colaborar com o estado para resolver estas dividas injustas e especulativas. Swaps são um produto que pura e simplesmente devia ser proibido.

Isto cheira sempre a mesma merda, uns a querer roubar os outros, e quem paga sempre, é o mesmo mexilhão, o zé-povo, certamente os banqueiros, juntamente com advogados e políticos estão sem dúvida entre as pessoas menos honradas que existem, não são de confiança. Que raio de mundo temos.

publicado por raiodemundo às 12:44
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Sábado, 20 de Abril de 2013

A chacina dos inocentes

in página1    17.04.13

 

 

EUA
Caso de abortista acusado de homicídio gera debate aceso


O julgamento do médico abortista Kermit Gosnell está a causar grande debate nos Estados Unidos.
Gosnell está em prisão preventiva desde 2011, altura em que uma inspecção da sua clínica revelou aquilo a que o relatório oficial apelidou de “uma casa de horrores”.
A acusação mais grave é de oito instâncias de homicídio.
Um dos casos é da morte de uma cliente nepalesa durante um aborto, mas os restantes sete são de bebés que sobreviveram às tentativas de aborto feitas por Gosnell, nasceram vivos e foram alegadamente mortos através do corte das colunas, no fundo da nuca, com tesouras.

Nas suas intervenções, o médico usava instrumentos não esterilizados, o que levou à infecção de várias das suas clientes com doenças venéreas, e as condições higiénicas gerais são descritos como terríveis.
Caso seja condenado, Gosnell pode enfrentar a pena de morte.
Uma das facetas do debate em curso prende-se com a quase total ausência de cobertura mediática que o caso recebeu ao longo do último ano. Vários colunistas criticaram o facto de os mesmos repórteres que cobrem exaustivamente qualquer caso que envolva alegadas ameaças ao direito ao aborto não tenham dado atenção a Gosnell e ao seu julgamento.

 

 

in página1    19.04.13

 

Luís Cabral
Professor da Universidade de Nova Iorque

 

O caso Gosnell


O julgamento do médico abortista Kermit Gosnell tem recebido uma cobertura nos media americanos muito menor do que a sua importância justifica. Em Portugal, com excepção do Página1, não creio que o acontecimento tenho sido sequer mencionado. O silêncio não é totalmente surpreendente, tendo em conta o incómodo que cria para os defensores do princípio absoluto da liberdade da mulher e da “privacidade” da relação entre médico e “paciente”.
Dos oito casos de homicídio de que Gosnell é acusado, um refere-se a uma mulher que morreu durante um aborto. Os restantes sete correspondem a bebés que sobreviveram às tentativas de aborto e foram posteriormente “terminados” através do corte da coluna efectuado com uma tesoura sobre a mesa de operações. Embora estejam em causa estas sete instâncias concretas, estima-se que o número destes abortos (que realmente são infanticídios) tenha sido muito maior.
O caso Gosnell é um caso extremo no sentido em que esta era a prática “normal” deste médico para tratar de abortos tardios. No entanto, os casos de “aborto de nascimento parcial” aconteceram e continuam acontecendo noutras clínicas.
Nos Estados Unidos, a prática é ilegal, o que leva alguns defensores da liberdade do aborto a sugerir que há aqui uma incoerência básica: desmembrar um bebé e depois retirá-lo do ventre é legal, enquanto que retirar um bebé do ventre para depois o desmembrar é ilegal.
É positivo que estejamos de acordo em que há aqui uma inconsistência básica. Talvez assim cheguemos também juntos à conclusão de que o aborto e o infanticídio, diferentes nas circunstâncias em que se verificam, levam essencialmente ao mesmo resultado: a morte de uma vida inocente.

 

publicado por raiodemundo às 00:08
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Este país não é para velhos

Talvez os nossos politicos tenham a mesma opinião que aquele ministro japonês teve a infeliz ideia de expressar, que velhos e doentes só dão despesas, mais vale que morram. Pois este país não é para velhos!

Aqui temos uma crónica satirica de José Vítor Malheiros editada no Público, que muito bem expressa as atitudes inconfessáveis dos nossos políticos.

 

 

O sonho de Pedro Passos Coelho
 

 

José Vítor Malheiros
(no Público  de 11.09.12)

 

«"Um terço é para morrer. Não é que tenhamos gosto em matá-los, mas a verdade é que não há alternativa. se não damos cabo deles, acabam por nos arrastar com eles para o fundo. E de facto não os vamos matar-matar, aquilo que se chama matar, como faziam os nazis. Se quiséssemos matá-los mesmo era por aí um clamor que Deus me livre. Há gente muito piegas, que não percebe que as decisões duras são para tomar, custe o que custar e que, se nos livrarmos de um terço, os outros vão ficar melhor. É por isso que nós não os vamos matar. Eles é que vão morrendo. Basta que a mortalidade aumente um bocadinho mais que nos outros grupos. E as estatísticas já mostram isso. O Mota Soares está a fazer bem o seu trabalho. Sempre com aquela cara de anjo, sem nunca se desmanchar. Não são os tipos da saúde pública que costumam dizer que a pobreza é a coisa que mais mal faz à saúde? Eles lá sabem. Por isso, joga tudo a nosso favor. A tendência já mostra isso e o que é importante é a tendência. Como eles adoecem mais, é só ir dificultando cada vez mais o acesso aos tratamentos. A natureza faz o resto. O Paulo Macedo também faz o que pode. Não é genocídio, é estatística. Um dia lá chegaremos, o que é importante é que estamos no caminho certo. Não há dinheiro para tratar toda a gente e é preciso fazer escolhas. E as escolhas implicam sempre sacrifícios. Só podemos salvar alguns e devemos salvar aqueles que são mais úteis à sociedade, os que geram riqueza. Não pode haver uns tipos que só têm direitos e não contribuem com nada, que não têm deveres.

 
Estas tretas da democracia e da educação e da saúde para todos foram inventadas quando a sociedade precisava de milhões e milhões de pobres para espalhar estrume e coisas assim. Agora já não precisamos e há cretinos que ainda não perceberam que, para nós vivermos bem, é preciso podar estes sub-humanos.

 
Que há um terço que tem de ir à vida não tem dúvida nenhuma. Tem é de ser o terço certo, os que gastam os nossos recursos todos e que não contribuem. Tem de haver equidade. Se gastam e não contribuem, tenho muita pena... os recursos são escassos. Ainda no outro dia os jornais diziam que estamos com um milhão de analfabetos. O que é que os analfabetos podem contribuir para a sociedade do conhecimento? Só vão engrossar a massa dos parasitas, a viver à conta. Portanto, são: os analfabetos, os desempregados de longa duração, os doentes crónicos, os pensionistas pobres (não vamos meter os velhos todos porque nós não somos animais e temos os nossos pais e os nossos avós), os sem-abrigo, os pedintes e os ciganos, claro. E os deficientes. Não são todos. Mas se não tiverem uma família que possa suportar o custo da assistência não se pode atirar esse fardo para cima da sociedade. Não era justo. E temos de promover a justiça social.

 
O outro terço temos de os pôr com dono. É chato ainda precisarmos de alguns operários e assim, mas esta pouca-vergonha de pensarem que mandam no país só porque votam tem de acabar. Para começar, o país não é competitivo com as pessoas a viverem todas decentemente. Não digo voltar à escravatura - é outro papão de que não se pode falar -, mas a verdade é que as sociedades evoluíram muito graças à escravatura. Libertam-se recursos para fazer investimentos e inovação para garantir o progresso e permite-se o ócio das classes abastadas, que também precisam. A chatice de não podermos eliminar os operários como aos sub-humanos é que precisamos destes gajos para fazerem algumas coisas chatas e, para mais (por enquanto), votam - ainda que a maioria deles ou não vote ou vote em nós. O que é preciso é acabar com esses direitos garantidos que fazem com que eles trabalhem o mínimo e vivam à sombra da bananeira. Eles têm de ser aquilo que os comunistas dizem que eles são: proletários. Acabar com os direitos laborais, a estabilidade do emprego, reduzir-lhes o nível de vida de maneira que percebam quem manda. Estes têm de andar sempre borrados de medo: medo de ficar sem trabalho e passar a ser sub-humanos, de morrer de fome no meio da rua. E enchê-los de futebol e telenovelas e reality shows para os anestesiar e para pensarem que os filhos deles vão ser estrelas de hip-hop e assim.

 
O outro terço são profissionais e técnicos, que produzem serviços essenciais, médicos e engenheiros, mas estes estão no papo. Já os convencemos de que combater a desigualdade não é sustentável (tenho de mandar uma caixa de charutos ao Lobo Xavier), que para eles poderem viver com conforto não há outra alternativa que não seja liquidar os ciganos e os desempregados e acabar com o RSI e que para pagar a saúde deles não podemos pagar a saúde dos pobres.

 
Com um terço da população exterminada, um terço anestesiado e um terço comprado, o país pode voltar a ser estável e viável. A verdade é que a pegada ecológica da sociedade actual não é sustentável. E se não fosse assim não poderíamos garantir o nível de luxo crescente da classe dirigente, onde eu espero estar um dia. Não vou ficar em Massamá a vida toda. O Ângelo diz que, se continuarmos a portarmo-nos bem, um dia nós também vamos poder pertencer à elite."»
publicado por raiodemundo às 21:00
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Sábado, 21 de Abril de 2012

Somos os palhaços da história

 

  Reengenharia politica, enganar os palhaços do costume, para os mesmos continuarem "a comer do bolo" á custa dos desgraçados habituais.
  Bastou chamarem abono suplementar ao que dantes se chamava Subsidio de Férias ou de Natal e os "boys" não necessitam de perder as mordomias como acontece com os cidadãos parvos a quem espremem as carteiras para todas loucuras dos «donos do estado».


Falta de ética

publicado por raiodemundo às 13:11
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