Sábado, 20 de Abril de 2013

A chacina dos inocentes

in página1    17.04.13

 

 

EUA
Caso de abortista acusado de homicídio gera debate aceso


O julgamento do médico abortista Kermit Gosnell está a causar grande debate nos Estados Unidos.
Gosnell está em prisão preventiva desde 2011, altura em que uma inspecção da sua clínica revelou aquilo a que o relatório oficial apelidou de “uma casa de horrores”.
A acusação mais grave é de oito instâncias de homicídio.
Um dos casos é da morte de uma cliente nepalesa durante um aborto, mas os restantes sete são de bebés que sobreviveram às tentativas de aborto feitas por Gosnell, nasceram vivos e foram alegadamente mortos através do corte das colunas, no fundo da nuca, com tesouras.

Nas suas intervenções, o médico usava instrumentos não esterilizados, o que levou à infecção de várias das suas clientes com doenças venéreas, e as condições higiénicas gerais são descritos como terríveis.
Caso seja condenado, Gosnell pode enfrentar a pena de morte.
Uma das facetas do debate em curso prende-se com a quase total ausência de cobertura mediática que o caso recebeu ao longo do último ano. Vários colunistas criticaram o facto de os mesmos repórteres que cobrem exaustivamente qualquer caso que envolva alegadas ameaças ao direito ao aborto não tenham dado atenção a Gosnell e ao seu julgamento.

 

 

in página1    19.04.13

 

Luís Cabral
Professor da Universidade de Nova Iorque

 

O caso Gosnell


O julgamento do médico abortista Kermit Gosnell tem recebido uma cobertura nos media americanos muito menor do que a sua importância justifica. Em Portugal, com excepção do Página1, não creio que o acontecimento tenho sido sequer mencionado. O silêncio não é totalmente surpreendente, tendo em conta o incómodo que cria para os defensores do princípio absoluto da liberdade da mulher e da “privacidade” da relação entre médico e “paciente”.
Dos oito casos de homicídio de que Gosnell é acusado, um refere-se a uma mulher que morreu durante um aborto. Os restantes sete correspondem a bebés que sobreviveram às tentativas de aborto e foram posteriormente “terminados” através do corte da coluna efectuado com uma tesoura sobre a mesa de operações. Embora estejam em causa estas sete instâncias concretas, estima-se que o número destes abortos (que realmente são infanticídios) tenha sido muito maior.
O caso Gosnell é um caso extremo no sentido em que esta era a prática “normal” deste médico para tratar de abortos tardios. No entanto, os casos de “aborto de nascimento parcial” aconteceram e continuam acontecendo noutras clínicas.
Nos Estados Unidos, a prática é ilegal, o que leva alguns defensores da liberdade do aborto a sugerir que há aqui uma incoerência básica: desmembrar um bebé e depois retirá-lo do ventre é legal, enquanto que retirar um bebé do ventre para depois o desmembrar é ilegal.
É positivo que estejamos de acordo em que há aqui uma inconsistência básica. Talvez assim cheguemos também juntos à conclusão de que o aborto e o infanticídio, diferentes nas circunstâncias em que se verificam, levam essencialmente ao mesmo resultado: a morte de uma vida inocente.

 

publicado por raiodemundo às 00:08
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